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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Vindimar - Crónica da Semana


Setembro é o mês da vindima, da apanha da uva e o mês ideal para que lá na casa do 5 se faça uma semana a falar de passas e grainhas. E agora o que é que eu hei-de puxar para a conversa? É que não me apetece de falar de cestos de verga e pipas de líquidos espirituosos, até porque facilmente encontraríamos pessoal credenciado neste piqueno universo que é o 5 na Web.
Então não é que, apesar de esta crónica vir tarde eu já andava a pensar que eles iam dizer que o 5 ia ao Puorto? Pensem comigo:
VINDIMAR > Vindimas > Vinho > Vinho do PORTO!
Vá, não é preciso dizer que sou genial.
Que mais? Bem, para ser sincero, esta semana fica marcada como a semana do ano em que cagaziliões de alunos são iniciados na vida académicas e são bombardeados com a coisa mais linda deste planeta: a Praxe. Muitos deles são boas colheitas e até se divertem imenso. Pelo contrário, há outros que são uva podre ou bicada pelo raio dos melros…
Os que se divertem imenso são, sem dúvida, os favoritos de quem os praxa.
PRAXAR: dar cabo do canastro, “forçar” o mergulho em mistela asquerosa ou simplesmente água potável ou indicar a melhor forma de tornar o vestuário irreconhecível quer pela visão quer pelo olfacto.
Ao falar em vindimar, tudo se liga à vida do académico cuja vida gira à volta (não só mas também) do etanol.
Bem, e esta semana coitados dos estudantes do ensino superior que vêem o seu património histórico-cultural e educacional ser contaminado com gosmas e nhanhas dos mais variados tipos, provenientes de coisas nojentas a que os mais simpáticos chamam vermes. Mas coitados não só por isso mas também porque têm de se esfalfar a preparar as coisinhas mai lindas delas todas para que se integrem da melhor forma. Uns de verniz, outros de batom na testa, outros a banharem-se em preparados Quenórre (marca branca dos cubitos e em doses industriais) e outros a saltar pela estrada fora com sacos do lixo em vez de saia.
Como tudo, a recepção ao caloiro depende da casta e da vontade com que se trata a coitada da uvita.
*pausa para respirar*
Agora que me apercebi das belas figuras que andei a fazer a comparar caloiros com uvas (coitadas das uvas) volto à casa do 5. Esta semana tivemos todo o tipo de convidados: viram as biografias aqui para baixo? Deviam ter visto! Vá, vão lá agora que os meninos esfalfaram-se a trabalhar.
E pronto, como não me vem mais nada à cabeça fico por aqui.
Até para a semana!

Convidado de sexta-feira dia 17/09


Vindimar? O que posso escrever sobre vindimar? Na minha infância era costume eu correr os campos de uma quinta que agora não adianta revelar de quem porque senão iam já perguntar: “Mas o teu pai tem uma quinta?” Adiante. Como dizia, na infância costumava correr os campos da tal quinta, ora subindo escadas dos adultos, ora apanhando uvas do chão para os cestos. O que mais gostava era sem dúvida o pisar das uvas no lagar. Hoje os tempos mudaram. Deixei de ir às vindimas e comecei a consumir o seu produto final. Aliás, num destes dias consumi tanto que cheguei a ouvir dizer que para a semana o 5 ia tripar para o Porto. Já sabem, se beberem não ouçam. Hoje, no último episódio na capital, o regresso dos RIbatexanos (FANTÁÁÁSTICO, já tinha saudades), a estreia em TV, uma semana depois do previsto, do Chef Michel Avec, Pimenta na Língua com Bruno Ferreira no estúdio, e ainda dois homens que segundo LFB são, em semana de vindimar, como o vinho do porto: quanto mais velhos melhores, são eles…


» 5 Para a Meia Noite Apresenta «

António Sala
[Um locutor que queria ser actor]

António Manuel Sala Mira Gomes, nasceu em Vilar do Andorinho, uma pequena freguesia do concelho de Gaia a 14 de Janeiro de 1949. Aos dez anos, quando foi viver para Lisboa, participou num concurso da Emissora Nacional e foi chamado à atenção por ter jeito para locutor radiofónico.
Aos 16 anos compõe a letra e musica para “Recordação de Amor” que viria a ser gravada por Cecília Cardoso.
Em 1966, estreia-se aos microfones dos Emissores Associados de Lisboa  e candidata-se à Rádio Ribatejo onde apresentou o programa "Caravana das Cinco". Mais tarde, torna-se locutor profissional, novamente nos Emissores Associados de Lisboa, onde apresentou o programa da manhã. O cumprimento do serviço militar fê-lo também como radialista, no programa "Alerta Está" da Região Militar de Lisboa.
Em 1970, estreia-se na Tv, como cantor, no programa "Canal 13".Casou-se com Elizabeth, membro de um dos coros de igreja aos quais pertenceu.
Em 1972 estreia-se na apresentação televisiva com “Música Maestro” A sua estreia como apresentador de TV, em 1972, coincidiu com a de Nuno Teixeira como realizador. Aconteceu em "Música Maestro".
Em 1974 grava o seu primeiro disco a solo, "Recados de Telex" e em 1978 apresenta na RTP1, "Ou Vai ou Taxa". Muda-se em 1979 para a Rádio Renascença (R.R.), onde apresentou o programa matinal "Despertar". Escreveu a música "Zé Brasileiro Português de Braga", com letra de Vasco de Lima Couto, para Alexandra. Em 1980, juntamente com interpreta um dueto no Festival RTP da Canção. O seu primeiro livro, "Dicionário de Anedotas", é editado nesse mesmo ano.
Em 1984 lança "Anedotas de Sala". Ainda nesse ano regressa ao Festival RTP da Canção com "Uma Canção Amiga". Em 1985, lança o disco "Parabéns a Você", com o seu filho.
“Palavra Puxa Palavra” vai para o ar com Sala em 1990 e a partir de 1992 assume o cargo de director de programas da R.R. que coincide com a apresentação do "Despertar". Em 1993 apresenta "Você Decide" e ainda a nova versão de "1,2,3".
No dia 10 de Junho de 2010 foi condecorado pela presidência da República.

António Simões
[Um dos melhores na sua geração]

 
António Simões Costa, nasceu a 14 de Dezembro de 1943. Foi jogador de futebol e pertenceu à magnífica geração de 60 e à equipa que em 1966 conquistou o 3º lugar no campeonato do Mundo.
Foi em 1957, quando dois irmãos faziam o delírio dos adeptos de futebol nas ruas de Almada, que os dirigentes do clube local pediram a autorização de D. Palmira para que os seus dois filhos se pudessem inscrever como jogadores do clube. António Simões aceitou de imediato o convite, passando a treinar e a trabalhar numa empresa de máquinas de escrever, enquanto o seu irmão Aníbal Simões recusou o convite para que pudesse continuar a estudar. Pouco tempo depois, o Belenenses convida-o para fazer testes no Restelo, só que o preço da transferência (50 contos) fez com que esta não se realizasse. Mais tarde, o Sporting corre na contratação de Simões e este passa-se a treinar em Alvalade recebendo 750 escudos mensais, no entanto, como o Almada ainda não tinha recebido os tais 50 contos pela transferência o Benfica adiantou-se, tanto no acordo com o Almada como com a mãe do jogador.
Com 17 anos tornou-se titular indiscutível na equipa benfiquista e com 20 anos, o Rato Mickey, como era chamado pelos colegas, foi considerado o melhor extremo esquerdo da Europa.
Em 1966, ao serviço da selecção nacional disputou o Mundial, tendo realizado uma das maiores exibições da carreira frente à Inglaterra e marcado um golo ao Brasil
No seu palmarés podemos encontrar uma Taça dos Clubes Campeões Europeus, 4 Taças de Portugal, 11 Campeonatos Nacionais, e 46 jogos com a camisola das quinas.