sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Viramexer - Crónica da Semana

Hoje sinto-me o Alvim se vier para cá dizer que esta semana foi brutalíssima e tal e coise e coise e tal! Mas pronto, hoje vou ver o programa. Ai vou, vou! Então vamos lá despachar esta coisa para ter tempo de me sentar confortavelmente a ver o pugrame.
Antes de mais quero avisar que estou com dor de cotovelo… E a patroa do estaminé é que me está a aturar! Pimbas para ela!
Então na semana passada (quase há duas) andávamos a pensar quem ia mandar neste país, se o Fiambre, se o docinho das Caldas, se o senhor Anti-Tristeza… Pois, o senhor das Cavacas lá foi reeleito, vamos gramar com ele por mais uns anos e pronto. Escolhido foi, escolhido está. Agora é que aquilo vai ser uma festa!
Festa! Sim, FIESTAAAAAAAAAA! *Momento que parece retirado de um sketch qualquer com dois gajos vestidos de mexicanos a abanar duas maracas que nem parvos* E agora já estão no mood? Com um sambazinho a correr-vos nas veias? Se não têm o sambazinho não se preocupem, porque há todo um novo ritmo a aplicar ao verbo desta semana que agora finda: o tão maravilhoso Vira!
DICIONÁRIO OFICIAL DO PARA LÁ DAS 5
Viramexer Acção designada quando ritmada com o tradicional Vira do Minho.

Vira do Minho, Tradicional. Tradicional, Antigo. (Antigo ≠ Velho) Antigo, Mais Idade. Mais Idade, Pessoas com Mais Idade. Pessoas com Mais Idade, Situações estranhas no comboio.
Capiché? Pronto, é sobre isto que vos vou falar. Vou contar-vos aquele que acredito ser um dos melhores episódios que uma empresa de Caminhos de Ferro Portugueses me poderia proporcionar.
Estava eu, e os meus botões, no meu habitual percurso até à faculdade. Primeiro comboio para o Caishdé (leia-se Cais do Sodré) e depois o que me apetecer… Muito bem esperei pelo comboiozinho, como é habitual, mas naquele dia a afluência populacional era tanta que parecia que estavam a dar rebuçados. Claro que, desta forma, a probabilidade de ver alguma coisa estranha aumenta, e então mesmo à minha frente, aumenta gaziliões de vezes!
O que é que aconteceu? Perguntam vocês muito interessados… Começo a sentir-me bastante incomodado quando começo a ouvir chlock! chlock! pffst! pffst! Estranho o que ouço mas continuo na minha e o resto do pessoal na sua (Sempre a violar a distância mínima de um metro para a Gripe A e para não me sentir mentalmente apalpado pelos viandantes que me circundam). A verdade é que uma senhora de avançada idade, de início aparentemente normal, tinha entrado ao mesmo tempo e colocou-se mesmo à minha frente. Esteve durante 8 minutos a menos de 30 centímetros de mim, arriscando-se a cair-me em cima se o comboio travasse bruscamente. Sem poder não reparar nos movimentos faciais da personagem, denoto uma dificuldade crónica em manter a placa no sítio.
O que é que isto quer dizer? Durante OI-TO, OI-TO, OI-TO minutos ouvi chlock! chlock! pffst! pffst! que de mais não se tratavam do que o produto salivar da senhora em contacto com o ar aspirado aquando das tentativas sempre sucedidas de brincar com o raio da dentadura! Que outra situação se aplica melhor a este verbo da semana?
Credo Senhora!, sei que não se deve levar as mãos à boca quando estão sujas, mas eu cheguei bastante incomodado à faculdade! Imagine que a volto a encontrar? Esgacho-me a rir e ofereço-lhe uma bisnaga da Corega ou lá o que é.
Bem pessoas, se gostaram disto opinem, se não gostarem opinem também. Espero que o vosso tempo utilizado a ler esta história vos facilite alguma prenda de aniversário/centenário que necessitem de adquirir para os vossos entes queridos.
FACTO DESINTERESSANTE: O som de um jacto a arrancar mede 113 decibéis e o de um porco assustado 115.
Lavem os dentinhos antes de ir para a cama senão viramexem a placa no comboio daqui a uns anos! Ciao!

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