domingo, 9 de agosto de 2009

"Monstrengo", versão Dona Helena, por Rúben da Costa

(a pedido do Otário)

O excremento deitado no chão por limpar
No estúdio da 2 a importunar
A esfregona no balde espremeu 3 vezes
Espremeu três vezes e a pingar,

E disse «Quem é que me quer limpar,
Deste soalho de tom horrendo,
Deste solo negro e imundo?»
E a dona Helena disse, varrendo:

«Não te ponhas a pau, não...»
«De quem são estas tiras de pano?
De quem é este cabo ou cano?»
Disse o excremento, e fedeu três vezes,

Três vezes fedeu imundo e insano,
«Quem limpa melhor que um ucraniano,
E armado anda de esfregona e avental
E a água escorre com determinação?»

E a dona Helena varreu, e disse:
«Não te ponhas a pau, não...»

Três vezes de vassoura nas mãos se ergueu
Três vezes de esfregona nas mãos volveu,
E disse no fim de limpar três vezes:

«Aqui de esfregona sou aquilo que mais temes:
Sou quem dá beijocas e faz higienes;
E olha excremento, tu não me impressionas

Dou-te com este cabo e vais parar ao chão
E após uma garrafada em erógena zona,
D. Helena rodou uma última vez e disse:

«Alevanta-te cabrão!»

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